Pokémon GO: Adeptos passam mais tempo a jogar do que no Facebook

Publicado em 6 Agosto, 2016 Por...Jorge Silva Medeiros » Curtas, Destaque, Multimédia, Slider
Image by Tumisu from Pixabay
Sete dias apenas após o lançamento oficial, o Pokémon Go era já um fenómeno mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, o jogo da Nintendo já conquistou mais de 65 milhões de utilizadores, ultrapassando a aplicação Tinder em número de downloads e o recorde do Candy Crush. De acordo com a mais recente análise realizada pela E.Life – empresa de Inteligência de Mercado e Gestão de Relacionamento nas Redes Sociais –, um jogador do Pokémon GO gasta mais tempo no jogo do que no Facebook, Instagram ou Snapchat. Em média, um internauta passa 33 minutos diários a jogar Pókemon Go, mais 11 minutos do que aqueles que despende diariamente na rede de Mark Zuckerberg.
Jogo tornou-se rapidamente num fenómeno nos EUA, batendo o recorde do Candy Crush, e já originou mais tweets que o Brexit ou o Euro 2016
A grande febre lançada pela Nintendo – e segundo a BBC – ultrapassou, em número de tweets, o Brexit e o Euro 2016, trazendo já à empresa um lucro aproximado de 14 mil milhões de dólares. Ainda no Twitter, um estudo recentemente realizado pela E.Life, em que foram analisados 23 mil tweets, revela que o Pokémon GO está a dividir os internautas, uma vez que 45 por cento da amostra demonstra uma postura negativa perante o jogo, contra 41 por cento de comentários positivos.
De que forma as redes sociais estão a reagir ao fenómeno?
Para fazer face à maior febre do momento, o Snapchat já criou uma nova “história” chamada “Catch Those Pokémon!”, onde os jogadores podem, por exemplo, partilhar as suas capturas, bem como as localizações de ginásios. Por sua vez, o Spotify viu um crescimento de mais de 360 por cento no streaming do genérico relacionado com a temática Pokémon, intitulado “Gotta Catch ‘Em All”. Refira-se, ainda, que existem já mais de 190 mil playlists com a palavra “Pokémon” e mais de 53 mil com o termo “Pikachu”.

 

Além de se ter tornado numa poderosa ferramenta de marketing para as marcas, o fenómeno já é utilizado para impulsionar os negócios individuais. A Cinnabon – cadeia americana de pastelarias – ofereceu-se para “retweetar” as fotografias de jogadores que apanhem Pokémon numa das suas lojas, o que criou um enorme buzz à volta da empresa. Também uma pizzaria em Nova Iorque, depois de utilizar a funcionalidade “módulo de atração” para chamar o Pokémon virtual ao estabelecimento, viu as suas vendas crescerem 75 por cento nesse fim-de-semana, e com um investimento de apenas 10 dólares. O Olx juntou-se igualmente a esta febre. Na plataforma é possível encontrar o seguinte anúncio: “Levo jogadores de Pokémon Go na região de Lisboa com pick up e largada a combinar. A baixa velocidade e as paragens que forem necessárias. Podes dividir o valor pelos teus amigos. 30 euros a primeira hora, 25 euros a partir da segunda hora.” Já a Vodafone Yorn aproveitou para relembrar que os seus utilizadores podem aumentar o seu pacote de dados, de forma a continuar a procurar os famosos monstrinhos nas ruas.


Editor de música Jorge Medeiros tenta saber e dizer algo sobre cultura do Mundo. Vive principalmente de radio e da sua fina cabeça, também da internet e do seu site de musica.

Comentários fechados