NAD: “É na cultura e na educação que está a solução deste país!”

Publicado em 8 Julho, 2014 Por...Jorge Silva Medeiros » Entrevista, Musica

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Os NAD (New Age Delinquents) são uma banda nascida em Aveiro no ano de 2003 e composta por Zim (voz e composição), Mic (voz), Jay (baixo) e Pedro (guitarra).
Uma fusão eclética de estilos musicais atualmente encontram-se a finalizar o álbum com data prevista de edição ainda em 2014.
– Como foi o início da carreira da banda? 

Zim: Miúdos, cheios de vontade, sonhadores, super imaturos, facilmente iludidos, persistentes, objectivos bem definidos: “vamos fazer música e partir uns palcos” – foi o início.

– Quem são as vossas principais influências musicais? 

Mic: Cada um de nós tem as suas e todos diferentes, demais para enumerar.

– Que tipos de música costumam ouvir? 

Mic: Hip-Hop, R&B, Metalcore/Hardcore.

Zim: Eu sempre ouvi bom Rock dos 90’s e Hip-Hop, mas o que me preenche os ouvidos é mesmo Trip-Hop. Fora de carimbos e estilos, quase todos dias partilhamos entre todos música de variados géneros. O Jay por exemplo é muito colado também no Rock dos 90’s, mas também ouve coisas estranhas, tal como o Pedro, mas o Pedro é o mais metaleiro de nós todos.

– Vivem da música?

Mic: Mais ou menos, os nossos empregos/projectos acabam por estar ligados à musica de alguma forma.

– Como definem este novo disco? 

Zim: Somos nós.

Mic: É mais maduro em comparação ao anterior, é mais introspectivo, obriga o ouvinte a auto avaliar-se

– Qual é o vosso sonho para os próximos tempos? 

Mic: Ter datas, actuar e rebentar uns palcos.

Zim: O mesmo sonho que tínhamos à 10 anos atrás, cumprir os nossos objectivos e arranjar novos, e podermos continuar a fazer música!

– O que acham do atual panorama da música em Portugal? 

Mic: É triste, mas o Carlos do Carmo foi distinguido com um Grammy, portanto podia estar pior.

Zim: Já eu acho que estamos recheadíssimos de qualidade e boa música. A tendência do público em geral ouvir a música mais “fácil” e mais “catchy” sempre existiu (tal como em outras áreas além da musica) mas nós (músicos/artistas/educadores) estamos cá para continuar a mudar isso e dar-lhes mais conteúdo, e tem mudado, ou não tivéssemos tantos cabeças de cartaz portugueses como temos tido nos últimos tempos.

– E dos sites de musica em Portugal? 

Mic: Há muita oferta, num bom sentido. Há blogs que abordam a musica no geral, depois os mais direccionados para determinados géneros e pequenos nichos e isso é positivo.

– Qual a rádio preferida? 

Mic: Passeio pela Antena 3, Megahits, Comercial, RFM e M80.

Zim: Não ouço muito rádio. Na net acabo sempre por ouvir uns excertos de rubricas da Antena3 ou Comercial ou até mesmo rádios on-line.

– O festival de estimação? 

Zim: O primeiro que nos convidar para actuarmos, aí vai ser o meu de estimação.

– Um pensamento para partilhar com os leitores!

Zim: Não deixem de ouvir/ler/ver/apoiar bandas/artistas Portugueses, eles dão o litro, uma vida para fazer parte da vossa cultura, e todos sabemos que é na cultura e na educação que está a solução deste país (entre outras soluções mais radicais que não posso dizer aqui, mas era fixe).


Editor de música Jorge Medeiros tenta saber e dizer algo sobre cultura do Mundo. Vive principalmente de radio e da sua fina cabeça, também da internet e do seu site de musica.

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