Morbid Death:”Nosso objetivo editar discos e (…) subir palcos”

Publicado em 1 Janeiro, 2016 Por...Jorge Silva Medeiros » Destaque, Entrevista, Top

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O tempo passou, mas eles continuam 25 anos depois a desafiar a arte dos sons, 25 anos de existência dos Morbid Death que nos fazem lembrar tempos de “luta pela música made in açores”, uma altura de “ouro” que nunca foi achado, nem devidamente elevado no top das bandas metal do todo nacional, uma luta que continua!
Estão todos convidados para sabe o que pensa o front-man, Ricardo Santos da “velha banda”: Morbid Death, de Ponta delgada nos açores.

 

Como foi o início da carreira da banda? 
Ricardo Santos. Creio que não deve fugir muito do habitual: amigos com gostos musicais semelhantes e com vontade de criar as suas próprias músicas. Todos nós começamos do zero, sem qualquer conhecimento musical.
Quem são as vossas principais influências musicais?
De início, ouvíamos muito Sepultura e Metallica, entre outros. Com o passar dos anos, e sem deixar de ouvir heavy metal, o leque de gostos e influências musicais foi crescendo. Na minha opinião, um músico não deverá ficar restrito apenas a um estilo musical.
Já editaram formato Cd. Como definem o disco?
Ao todo, já editámos três cd’s e um Ep. Cada um retrata o nosso estado de espírito e sentimento que na altura sentíamos. Uns mais melancólicos e melódicos. Outros, com cariz mais agressivo. Simplesmente colocava-mos em cada música o que sentíamos.
Que tipos de música costumam ouvir?
Heavy Metal e subgéneros, Rock e até Pop. Desde que agrade ao ouvido, é bem-vindo.
Qual a meta… vender muitos discos, tocar ao vivo, ou um carreira total na musica?
Sempre foi nosso objetivo editar discos e subir o maior número de palcos. Mas com o passar do tempo, verificámos que conquistar um lugar ao sol não é assim tão fácil. São necessárias pessoas certas para nos orientar de forma a fazer com que o nosso som seja divulgado no maior número de locais. A sorte também tem um papel importante na carreia de qualquer artista.
Qual é o vosso sonho para os próximos tempos?
Não temos nada em concreto a não ser divertirmo-nos. Enquanto assim for, ficaremos por aí mais uns anos.
O que acham do atual panorama da música em Portugal?
Muito sinceramente, não temos acompanhado muito o panorama musical nacional.
E dos sites de musica em Portugal?
Dentro da área do Metal, a Sound(/)Zone vai nos pondo a par das últimas novidades.
O festival de estimação?
  1. O Festival Maré de Agosto, em Santa Maria. Recordo-me com algum saudosismo a nossa primeira e única presença neste festival, em 1993.
25 Anos de existência dos Morbid Death, ainda lembram do vosso início, conta-nos, acham que atingiram os vossos objetivos?
Em 25 anos de carreira, muito haveria para contar. Felizmente, a percentagem de coisas boas é e foi sempre superior em larga escala às coisas menos boas. O próprio ser humano nunca está satisfeito com o que alcançou e nós não fugimos à regra. Achámos que poderíamos fazer melhor mesmo após atingirmos os nossos objetivos.
Momentos que não esquecem nesses 25 anos?
Enquanto banda, as nossas mini-digressões em território nacional. Tocar com os Moonspell e Paradise Lost. Em suma, todos os concertos que demos cada um têm a sua história.
Musica nos Açores em 25 anos, como veem o atual panorama?
Durante alguns anos, as bandas de originais prevaleciam. Atualmente, e num contexto diferente, as de covers e DJ’s estão em voga.
 Um pensamento para partilhar com os leitores!
Acima de tudo, que vivam da melhor forma e se divirtam. Nunca se esqueçam que só vivemos uma vez.

Editor de música Jorge Medeiros tenta saber e dizer algo sobre cultura do Mundo. Vive principalmente de radio e da sua fina cabeça, também da internet e do seu site de musica.

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