Entrevista a Herculee: “Vender discos sabemos que está difícil para todos”

Publicado em 29 Outubro, 2014 Por...Jorge Silva Medeiros » Entrevista, Slider

 

Chegou Herculee, o projecto de estreia a solo de Herculano Saraiva, um belo pop, com laivos de acustico rock e reggae.
– Como foi o início da tua carreira? 
Comecei a interessar-me por música por volta dos meus 14 anos quando o meu pai ofereceu um piano à minha irmã. Desde esse dia fiquei agarrado ao poder da música mas só por volta de 1993 é que me juntei a uma banda de punk-rock local do bairro de Alvalade, os “Anónimos”, banda que posteriormente mudaria o seu nome para “My Friends & I” (amigos e família), onde tocava guitarra solo e fazia segundas vozes e na qual estive até ao seu fim, em meados de 2004. Em 1999 e enquanto acumulava funções nos “My Friends & I”, decidi fazer um tributo aos Sublime, banda de Long Beach, Califórnia, que tinha acabado em 1996 devido à morte inesperada do seu vocalista, Bradley Nowell. Posso dizer que o tributo aos Sublime foi o primeiro passo para me dar a confiança que precisava para compor os meus originais e me afirmar como voz principal. Em 2007 lancei a minha primeira demo de originais intitulada “Hercoustic”, distribuida apenas pelo do Bairro de Alvalade e amigos mas como tive um feedback muito positivo continuei a trabalhar, sempre com o pensamento de não desistir e querer fazer melhor.
– Quem são as principais influências musicais?
Em Portugal, todo o movimento Punk-Rock dos anos 80, 90, desde Xutos, Censurados, Peste e Sida, Tara Perdida…por ai.
Lá de fora destaco Bob Marley, Sublime, Nofx, Jack Johnson ou Ben Harper.
– “Pure Intuition” é muito positivo, cheio de energia e sol, como tem corrido a divulgação do disco?
Tem corrido bem, desde a apresentação do disco no dia 5 de setembro no Sabotage Club em Lisboa, que ando em showcases nas Fnacs um pouco por todo o país. Já fui ao Porto (Norte Shopping e Mar Shopping), Coimbra, Almada Forum, Colombo e ainda vou estar dia 1 de novembro em Cascais, dia 2 no Chiado e dia 15 em Setúbal e no Algarve. Em Dezembro tenho também já confirmadas passagens por Leiria e Viseu. Fora das Fnacs vou estar no dia 30 de outubro a jogar em casa (no bairro de Alvalade), no bar Popular Alvalade a abrir o concerto do Gonçalo Bilé, dia 5 no B de Lata e dia 8 na Garagem da Graça.
À parte dos concertos tenho também realizado algumas entrevistas para rádios, como a rádio Autónoma, PopularFM, rádio Zero, Antena3 Rock e vou estar também na BalconyTV.
– Que tipos de música costumas ouvir?
Bem, na verdade eu ouço de tudo um pouco, desde que seja boa musica para os meus ouvidos…lol. Hoje em dia ouço desde música Clássica ao Punk-Rock.
A verdade é que o meu pai deixou-me uma boa coleção de discos vinyl, desde Black Sabath, Led Zeppelin, Rolling Stones, Jimi Hendrix, Bob Marley, Beatles e até Jorge Palma e Amália. Tenho o Fado no meu coração desde criança, esse lado mais melancólico que transmite. Respeito muito a nossa identidade e herança cultural.
– Vives da música?
Não. Sinceramente duvido que alguém o consiga fazer em Portugal, mas quem sabe?
– Como defines afinal o CD?
São dez temas que me saíram mesmo por intuição, daí o nome do album, “Pure Intuition”. Desde há uns anos que gravo tudo o que me aparece na cabeça, seja num gravador ou telemovel, depois é uma questão de organizar as ideias. Pode sair um tema todo à primeira ou demorar meses.
Uma pessoa muito importante na composição das letras foi o meu mano Ivo Palitos, mas não deixa de ser tudo intuição pura.
Tentei e creio que consegui que o disco transmitisse uma mensagem positiva e de preserverança pois também eu sempre acreditei que um dia o iria conseguir gravar.
Lirica e musicalmente é sem dúvida uma homenagem sincera e sentida a algumas das minhas principais influências como os Sublime ou Bob Marley e referências como o meu pai.
 – Qual a meta… vender muitos discos, tocar ao vivo, ou um carreira total na musica?
Vender discos sabemos que está difícil para todos com o formato digital mas o meu intuito será sempre que a minha musica chegue ao maior numero de pessoas, seja com concertos ou venda de discos. Uma carreira? claro que sim, mas ainda agora comecei!
– Qual é o teu sonho para os próximos tempos?
Sinceramente? Aproveitar a vida da melhor maneira e tudo o que vier de positivo através do meu sonho que é a música, melhor!
– O que acha do atual panorama da música em Portugal?
Como tudo na vida há coisas boas e coisas más. Já esteve pior mas também não digo que está bom.
 – E dos sites de musica em Portugal?
É bom haver sites para divulgação de novos artistas/bandas.
Nos dias que correm não é facil conquistar a atenção dos media e é nos pequenos sites/blogs de música que hoje em dia muitos artistas conquistam o seu espaço.
 
– O festival de estimação?
Festival de estimação não tenho pois eu destaco os festivais pelas bandas que lá vão. Mas no geral em Portugal existem bons festivais de música para todos os gostos.
– Um pensamento para partilhar com os leitores!
Obrigado por terem lido tudo. Agora vão ouvir o CD de Herculee!

 

 

czx

Editor de música Jorge Medeiros tenta saber e dizer algo sobre cultura do Mundo. Vive principalmente de radio e da sua fina cabeça, também da internet e do seu site de musica.

Comentários fechados