2ª Edição Westway Lab em Guimarães

Publicado em 13 Março, 2015 Por...Mafalda Matos » Top

WEST

Um festival inovador que traz à cidade muita música e criatividade ao reunir um conjunto de artistas nacionais e internacionais, consagrados e emergentes, para uma série de atividades que têm como objetivos fundamentais provocar encontros, estimular processos criativos, formular soluções para percursos profissionais e apresentar mostras autorais consolidadas.
Após uma 1ª edição em 2014, o Westway Lab Festival 2015 assenta em 3 eixos fundamentais: Processo (residências artísticas), Pensamento (conferências PRO) e Produto (showcases e concertos).
É a partir de Guimarães que Portugal lança uma rede única de colaboração com a Europa através do Westway Lab – evento integrante da família European Talent Exchange Programme (ETEP) – no âmbito da música independente e do circuito profissional, num momento de importante transformação da indústria e com a criatividade cada vez mais na ordem do dia.
Tudo começa no dia 10 de abril, no Centro de Criação de Candoso, onde músicos nacionais e internacionais se encontram para formar 4 grupos de trabalho, tomando por ponto inicial a partilha das ideias e a experimentação enquanto processo que haverá de provocar cumplicidades artísticas que serão desvendadas depois em showcases finais.
No dia 16, às 22h00, o Café Concerto do Centro Cultural Vila Flor acolhe o primeiro showcase resultante do trabalho em residência, seguido do showcase ETEP de Fismoll, artista polaco que toca um folk despretensioso, com elementos pop, num tipo de música que chama a atenção para os detalhes mais pequenos do som. Na noite seguinte, 17 de abril, à mesma hora e no mesmo local, há mais um showcase fruto das residências artísticas a que se segue o showcase ETEP dos islandeses Young Karin. Este jovem duo tem dado que falar em sites como DIY, UnderRadar e MTV, após o lançamento do seu primeiro EP. O som de Young Karin conta com influências de hip hop e pop avant-garde e já foi comparado aos melhores exemplos do Art-Pop escandinavo.
Nos dias 17 e 18, decorrem ao longo de todo dia as Conferências PRO que terão lugar no Palácio Vila Flor. Este programa propõe encontros com profissionais nacionais e internacionais da música, especializados nas mais diversas competências da indústria musical, sendo o primeiro evento PRO em Portugal ligado à rede ETEP – European Talent Exchange Program. Aqui, apresentam-se um conjunto de propostas e modelos de negócio que possibilitam o desenvolvimento deste ecossistema. Estas conferências proporcionam momentos únicos de networking com profissionais internacionais tais como managers, agentes, music supervisors, labels, e outros representantes do sector. A importância do networking e as novas realidades como a problemática da realidade digital são temas em foco nestes encontros diurnos.
A 2ª edição do Westway Lab Festival encerra a 18 de abril. Nesta data, todos os espaços do Centro Cultural Vila Flor vão ser inundados por música num momento de celebração de uma semana de festival. Para começar, às 21h30, o Pequeno Auditório do CCVF abre as portas para receber os já conhecidos Sensible Soccers.
No final da atuação dos Sensible Soccers, o público é convidado a rumar ao Grande Auditório do CCVF para mais dois grandes concertos. Às 22h30, a sala abre para saudar Noiserv e Blaudzun. Este último, nome artístico do holandês Johannes Sigmond, que muito nos surpreendeu com o lançamento do seu último álbum “Promises of no man’s land”. Trabalhou em segredo para chegar a este projeto que descreve como mais ousado, “mais irritado do que frágil”, pois as músicas assim o pediram. Aclamado internacionalmente, Blaudzun vem a Guimarães e promete arrebatar-nos. Influenciado pelo indie rock, o músico apresenta-se em quarteto semiacústico para um concerto de beleza intimista.
A maratona de concertos termina no Café Concerto do CCVF, às 24h00, com Mr. Herbert Quain. Desde sempre ligado à música pela sua formação em guitarra clássica, é nos computadores que Mr. Herbert Quain descobre as possibilidades infinitas da música eletrónica. A tecnologia fascinou-o por potenciar ao infinito coisas que o ser humano não consegue fazer. Mr. Herbert Quain já atuou nos mais importantes palcos portugueses como Lux, Music Box, Indústria e a experiência no Boiler Room. Confessa-se incrédulo, pois frequentava esses sítios enquanto fã de música eletrónica. Ultrapassada essa barreira, agora é ele que comanda os palcos e faz o público dançar.

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