14º Alkantara Festival

Publicado em 10 Maio, 2016 Por...Maria Cordeiro » Curtas, Destaque, Top
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A 14ª edição Alkantara Festival terá o seu início a 25 de maio, prolongando-se até dia 11 de junho com apresentações em diversos locais em Lisboa. O certame internacional de artes performativas contará com a participação de seis artistas portugueses em oito apresentações que representam um terço da totalidade da programação.
João dos Santos Martins, performer e bailarino desde 2008 e vencedor do Prémio Autores 2016 da Sociedade Portuguesa de Autores pelo seu trabalho Projeto Continuado, apresenta a 27 e 28 de maio, juntamente com o coreógrafo francês Cyriaque Villemaux, a performance Autointitulado no Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém. Feito “para esquecer uma série de improvisações dançadas” esta performance tem como propósito compor “danças feitas a partir da memória” numa “prática de estúdio trazida para fora do aquário para ser asfixiada de uma vez por todas”.
Sofia Dias & Vítor Roriz são bailarinos e coreógrafos independentes a colaborar desde 2006 na pesquisa e conceção de vários trabalhos apresentados em vários palcos mundiais. Apresentam-se no Alkantara Festival com quatro performances originais e em estreia nacional no Espaço Alkantara a 28 e 29 de maio e 4 e 5 de junho. “Em quase todas as performances subsiste uma tentativa de decomposição ou redução do vocabulário da dupla aos seus elementos base: corpo, voz, objetos, escrita, som e texto. Nesta série, cada um destes elementos tem o seu espaço próprio numa abordagem mais informal, menos eficaz e controlada, rumo a um eventual esgotamento ou transformação”.
A coreógrafa e performer Cláudia Dias – que tem apresentado o seu trabalho nos últimos anos em várias estruturas, teatros e festivais nacionais e internacionais – estreará entre 3 e 5 de junho no Maria Matos Teatro Municipal a performance Segunda Feira: Atenção à Direita. Este é o primeiro espetáculo de um ciclo de sete peças que Cláudia Dias criará ao longo dos próximos sete anos e que se propõe reconstituir um combate de boxe. Punhos cerrados, full contact, uma coisa parece certa: Cláudia Dias, Jaime Neves e o artista espanhol convidado Pablo Fidalgo Lareo vão, segundo Jorge Louraço Figueira, que acompanha o projeto, “dar e levar na boca literal e metaforicamente.  Pertencentes a uma comunidade que tem sido levada ao tapete vezes sem conta, quando se esmurrarem com argumentos, entre os prometidos sangue, suor e lágrimas, far-se-á luz, como nas fábulas esclarecidas. Ao sentimento de opressão, de que se libertam combatendo, opor-se-á o sentimento de solidariedade, entre pares, que se reforça no combate, quando eles se reconhecerem como iguais. Punhos cerrados. Destas forças contrárias, sai atrito bastante para passar das palavras aos atos.”
A estreia mundial de O Nosso Desporto Favorito – Presente do ator, encenador, realizador, argumentista e produtor Gonçalo Waddington, de 9 a 11 de junho do Teatro Nacional D. Maria II, faz parte de uma tetralogia em que o “autor propõe uma reflexão sobre a nossa evolução como espécie universal”. Composta por um elenco de cinco atores – Carla Maciel, Crista Alfaiate, Pedro Gil, Romeu Runa e Tonan Quito –  sonha-se com “a criação de uma espécie humana livre das necessidades básicas como a alimentação, digestão e, talvez a característica mais importante para a peça, a reprodução – tornando-se assim uma espécie exclusivamente dedicada ao hedonismo e à abstração (…) seguindo o caminho da evolução natura da nossa civilização tipo 0 para tipo 1, em que seremos finalmente uma sociedade global, multicultural, multiétnica e científica.”
11 de junho marcará o final desta edição do Alkantara Festival com um concerto de encerramento da cantora, guitarrista, compositora e intérprete Lula Pena no São Luiz Teatro Municipal. Com o intuito de apresentar o seu novo álbum Archivo Pittoresco, a ser editado pela editora belga Crammed Discs no Outono, Lula Pena procura “uma tradição à escala universal. Em cada esquina está uma presença divina que nos permite chegar a essa escala. Se questiono o fado dessa maneira é para me sentir livre, e para comunicar essa liberdade”

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