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Especial Zeca Baleiro:

07 de Fevereiro de 2010
Zeca Baleiro dispensa apresentações. Como cantor, músico e compositor, Zeca Baleiro já escreveu o seu nome na história da MPB e acaba de lançar “O Coração do Homem-Bomba – Vol.1 e 2”.
“O Coração do Homem_Bomba” é o nono disco na carreira de Zeca, incluindo um álbum ao vivo, a parceria com Raimundo Fagner e o “Lado Z”, que reunia regravações. Neste CD Duplo incluiu 27 faixas, entre estas algumas regravações de temas conhecidos pelo grande público como “Nega Neguinha”.

“Alma Não Tem Cor”, música da banda Karnak foi um dos temas que também se encaixou na perfeição no repertório do cantor, tal como “Bola Dividida”, sucesso do sambista Luiz Ayrão lançada em 1974. Uma nova versão de um “sambão” dos anos 70 que se transformou num “pop bósnio” conforme diz o próprio Zeca Baleiro.

Uma edição que inclui dois aspectos que já se tornaram a marca registada de Zeca; As letras com forte acento cómico. Mesmo quando o assunto é mais sério, Zeca consegue tratar do tema de modo divertido; E a variedade de ritmos. Rock, Reggae, Ska, Forró, Samba, tem de tudo um pouco e na medida certa para causar uma verdadeira confusão a quem quiser rotular o álbum. Melhor assim, quem precisa de rótulos?

Umas músicas mais alegres do álbum é “Você Não Liga Pra Mim”, um tema que tem feito estrada com o cantor e cuja recepção tem sido fantástica.



Zeca Baleiro irá tocar ao lado de Jorge Palma no Palco Sunset do Rock in Rio 2010.




BIOGRAFIA :


Com 5 discos de ouro (“Por onde andará Stephen Fry?”, “Vô Imbolá”, “Líricas”, “Perfil” e “Raimundo Fagner e Zeca Baleiro”), 3 prémios “Sharp” em 1998 (categoria pop-rock: melhor música, melhor disco e revelação), 2 indicações para Grammy Latino (Melhor álbum pop 2000, Melhor álbum contemporâneo 2003) e “Melhor Cantor” pela APCA (1998 e 2003), em 10 anos, Zeca Baleiro fez cerca de 850 shows, somando mais de 1 milhão de assistentes e vendeu mais de 700.000 discos.

O primeiro CD “Por onde andará Stephen Fry?” editado em 1997, ganhou impulso após a participação de Zeca no acústico MTV de Gal Costa. Compositor talentoso, com personalidade, vozeirão sensual, humor e língua afiada, com poesia original e uma maneira peculiar de tocar violão, o artista encanta as plateias onde quer que se apresente, conquistando público de todas as idades.

“Vô Imbolá” em 1999, veio consolidar o nome de Baleiro. Com um figurino marcante e montado na bicicleta Ziguifrida Imboladeira, síntese da mistura, assim como o casaco cheio de penduricalhos que trajava, abriu a temporada em São Luis, sua terra natal, com concurso de bicicletas decoradas – cujo registo foi incluído como extra no DVD correspondente – e encerrou com uma grande festa que reuniu convidados como António Vieira, Martinho da Vila, Genival Lacerda e Margareth Menezes.

Em “Líricas”, Baleiro radicalizou a mudança de sonoridade favorecendo a reflexão e a poesia. Com um figurino mais sóbrio e cenário inspirado numa sala de visitas, a temporada trouxe ainda como novidade o lançamento de videoclip no cinema, antes das sessões, no espaço Unibanco de Cinema. O videoclip escolhido foi o da canção “Proibida p’ra mim” de Charlie Brown Jr.

Considerado pela crítica como o seu melhor disco, “PetShopMundoCão” editado em 2002, utiliza uma linguagem electrónica e traz o soulman Carlos Dafé, o mutante Arnaldo Batista, Elba Ramalho, Totonho e os Cabra e Karnak como convidados.

Em 2003 Baleiro gravou, em parceria com Fagner o CD “Raimundo Fagner & Zeca Baleiro”. Apresentado em curta tournée pelas capitais brasileiras, o show foi registado em DVD pelo MultiShow na temporada no Canecão, Rio de Janeiro.

Em 2005 edita “Baladas do Asfalto e Outros Blues” apresentando um Zeca maduro e com total domínio do seu ofício, melodias certeiras, arranjos elaborados e poesia em alta voltagem, tudo com um leve toque “on the road”.

Em 2007, já com a sua própria editora “Saravá”, e com distribuição MZA, edita “Lado Z” onde reúne todas as participações que fez em discos de outros artistas.

Com apresentações anuais na Europa, Zeca já mostrou a sua música em Cannes (França), no Festival de Montreux (Suiça), em Cartagena (Espanha), em Tübingen (Alemanha), Bélgica, Cabo Verde, além de tournées anuais em Portugal.






OUTRAS INFOS

Vida
Por Zeca Baleiro

Conta a lenda maranhense que, certo dia, um pescador encontrou uma imagem de São José em alto-mar. Ele então recolheu o santo, voltou para a vila, e lá ergueu uma igreja em seu nome – São José de Ribamar (riba, a parte mais elevada).

A Origem
Lian e Maria, dois comerciantes cristãos, saíram de Homs, na Síria, em 1905 rumo ao Brasil. Aportaram primeiro em Recife, depois em Arari, interior do Maranhão. Lá montaram uma loja e se estabeleceram. Tiveram sete filhos, entre eles, António, meu pai.
Conta a lenda que ao serem registados, o escrivão, não conseguia escrever o sobrenome árabe. Então, teria sugerido: “Que tal Santos?”, no que foi totalmente aprovado, para encurtar conversa.
Felinto era um sapateiro violeiro. Casou-se com Hilda que cantava no coro da igreja. Tiveram quatro filhos, entre os quais Socorro, minha mãe.

O Apelido
Sempre fui um implacável consumidor de doces, balas e toda a sorte de guloseimas. Quando ingressei na Universidade, entre uma aula e outra, saboreava as minhas balas. Como já era sabido que eu sempre tinha (balas, hein, gente… é bom que se diga!), quando alguém desejava comer uma, vinha a mim. Daí para começarem a me chamar de Baleiro foi um passo. Confesso que, a princípio, aquilo não soava bem aos meus ouvidos.
O tempo passou e dois anos mais tarde, num ímpeto inexplicável, resolvi abrir uma loja de balas, tortas e doces caseiros, a Fazdocinhá – nome tirado de uma tradicional cantiga de roda. Aí já não importava se eu gostava ou não do meu novo nome.

O Signo
Nasci em 11 de Abril de 1966. Sou Ariano, do terceiro decanato, com ascendente em Câncer e Lua em Capricórnio. No horóscopo Chinês, sou Cavalo de Fogo.

www.zecabaleiro.com.br


Fonte> JBJ
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